Segundo dados históricos «LU...» ...«UANDA», o nome que a capital de Angola ostenta, tem origem num instrumento de trabalho das regiões ribeirinhas e do litoral, a rede de pesca, que por sinal é utilizada pelos naturais ou residentes de Luanda, os «Axiluanda».
«Uanda», a palavra mãe, passou a ser usada com a inclusão do L inicial para exprimir rede de pesca, de tipóia... Lançadores de redes ou pescadores «Axiluanda», é assim que passaram a ser chamados os indígenas da Ilha do Cabo. Pois é na Ilha do Cabo que nasceu a cidade de Luanda, precisamente em 1575, quase um século depois de Diogo Cão ter descoberto e assinalado com os seus padrões toda a costa marítima de Angola.
Na Ilha de Luanda desembarcou Paulo Dias de Novais, primeiro governador e capitão-mor das conquistas do então Reino de Angola. Consigo desembarcaram outras 700 pessoas, metade das quais homens armados, padres, comerciantes ou mercadores e alguns servidores, que de seguida estabeleceram o primeiro núcleo de portugueses.
Nessa altura, já a ilha era habitada por muita gente. Um ano depois, ao reconhecer que a ilha não era cómoda para capital da conquista, funda, em terra livre, a vila de S. Paulo de Luanda e logo com a ajuda de gente angolana ergue a antiga igreja de S. Sebastião, no morro de S. Miguel. Em 1605 consolida o poder da conquista, tomando os foros da cidade, já com o governo de Manuel Cerveira Pereira.
A Câmara Municipal, no dizer de cronistas, deve ter tido início ao estabelecer-se a vila em terra firme.
Não há documentos precisos sobre a fundação da Câmara Municipal de S. Paulo de Luanda, mas sabe-se que Paulo Dias de Novais logo criou os cargos e ofícios necessários ao governo da nova colónia.

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Ecoa guitarra, toca guitarra,
Chora guitarra pois há alma
Procuro-te no som da amada
Por entre cada nota libertada
Ecoa guitarra, toca guitarra,
Promessa de seres madrugada.
JAC 29/07/04
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Despido, por entre um eterno nu sombrio
Dono da palavra, senhor de mil prosas
Dobrado, oculto, estéril, incoerente
Desminto o mito de poeta ao crente.
JAC 29/07/04
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Quando um homem olha o abismo
nada lhe retribui o olhar.
É nesse momento que ele descobre
o seu carácter.
E, é isso que o impede de cair no
abismo.
Nota: Transporto sempre comigo, desde tempos imemoráveis,
um pedaço de papel onde escrevi estas palavras, o meu Lema.
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Suo, respiro, anseio no fosso do desespero
De alma vã, crua, atrozmente rasgada, tua.
Infortúnio, amargura, por uma noite suspiro,
Pelo recanto mítico, de sombras…e tu, nua.
JAC 27/07/04
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Ser Poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca
Baía de Luanda - Angola
Fonte: http://www.sanzalangola.com/
No olhar, perdi-me de vista,
no beijo mergulhei no mar,
no toque, senti-te molhada,
depois entrei e fui-te apenas amar.
Estranha sensação no tocar,
no desligar, no flutuar.
Viajar dentro de ti a procurar
o sentido de querer sonhar.
JAC - Jan 94
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Baía de Luanda - Angola
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Quem sou eu pobre mortal,
Que desafio a vida,
Para uma luta mortal.
Sem medo luto até ao final,
Para não sofrer o mal.
Quem sou eu pobre mortal?
Quem sou eu afinal?...
JAC – 87
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Pf ver comentário em: http://pedevento2004.blogs.sapo.pt/
GUITARRA
(Carlos Paredes)
A palavra por dentro da guitarra
a guitarra por dentro da palavra.
Ou talvez esta mão que se desgarra
(com garra com garra)
esta mão que nos busca e nos agarra
e nos rasga e nos lavra
com seu fio de mágoa e cimitarra.
Asa e navalha. E campo de Batalha.
E nau charrua e praça e rua.
(E também lua e também lua).
Pode ser fogo pode ser vento
(ou só lamento ou só lamento).
Esta mão de meseta
voltada para o mar
esta garra por dentro da tristeza.
Ei-la a voar ei-la a subir
ei-la a voltar de Alcácer Quibir.
Ó mão cigarra
mão cigana
guitarra guitarra
lusitana.
Poema de Manuel Alegre

A primeira vez que te escutei nem sabia quem eras… mais um nome. Depois, gravei para a eternidade da minha memória o som dos dedos afagando uma guitarra, a melodia, a música… mas confesso, o que realmente ficou foi o som do teu respirar entre cada nota.
JAC 23-07-04
O que diz
«As pessoas gostam de me ouvir tocar guitarra, a coisa agrada-lhes e eles aderem. Não há mais nada».
In Público, 20/3/90
«Para se fazer música com prazer tem muita importância a amizade entre as pessoas. Não se pode fazer música friamente e com cálculo, profissionalmente, no mau sentido da palavra, a receber x à hora. Não pode ser assim».
In Se7e, 16/3/88
«A música que faço é um produto das circunstâncias imediatas do tempo em que eu vivo, e passará a ser encarada de outra forma quando essas circunstâncias desaparecerem. É uma coisa que, se perdurar graças aos discos, ficará apenas com o valor de documento, como acontece com toda a pequena música, desde os Beatles ao Manuel Freire. E já ficarei muito orgulhoso se, daqui a muitos anos, puder ser entendido como um compositor que se integrava bem nos acontecimentos desta época...».
In Se7e, 5/10/83
«Já me tem sucedido fazer as pessoas chorar enquanto eu toco... E eu não compreendia isto, mas depois percebi que é a sonoridade da guitarra, mais do que a música que se toca ou como se toca, que emociona as pessoas».
Biografia
Carlos Paredes nasceu em Coimbra a 16 de Fevereiro de 1925, filho e neto respectivamente de Artur e Gonçalo Paredes, dois grandes nomes da guitarra portuguesa. A influência familiar leva-o a abarcar o estudo da guitarra portuguesa, como refere o instrumentista: “foi com o meu pai que eu aprendi a tirar da guitarra sons mais violentos, como reacção ao pieguismo langoroso a que geralmente a guitarra portuguesa estava ligada”. Viria a impor um novo estilo na interpretação da guitarra portuguesa, o que o viriam a tornar, senão num símbolo do próprio país, num símbolo deste instrumento.
Aos nove anos vai morar para Lisboa. Terminado o Liceu, ingressa no Instituto Superior Técnico, mas não chega a terminar o curso.
Em 1957, edita o seu primeiro disco e três anos depois a música é utilizada como banda sonora no filme “Rendas de Metais Preciosos” de Cândido da Costa Pinto.
Em 1962 compõe um dos seus mais belos temas, “Verdes Anos”, uma encomenda de Paulo Rocha para o filme com o mesmo nome.
Na década de sessenta, compõe para cineastas como Pierre Kast e Jacques Doniol-Valcroze, Jorge Brun do Canto, Manoel de Oliveira, António de Macedo, José Fonseca e Costa, Manuel Guimarães e Augusto Cabrita.
Em 1967, edita “Guitarra Portuguesa”, o seu primeiro disco de 33 rotações com Fernando Alvim à viola.
Quatro anos depois é a vez de “Movimento Perpétuo”.
Entregando-se à revolução de 1974, tocando em diversos pontos do país, só em 1988 volta a editar um disco: “Espelho de Sons”.
Trabalhou toda a vida como funcionário do Ministério da Saúde.
Fonte: http://ptvip.com/notaveis/carlosparedes/
Meus caros amigos,
O dia de hoje, previsto para a celebração do 1000º visitante, está definitivamente manchado pelo facto de não serem publicados os nossos comentários (apesar de serem recebidos por e-mail).
Lamentavelmente, pois já enviei 2 e-mails para o endereço de suporte info.blogs@mail.sapo.pt sem obter qualquer resposta, não me é possível comentar os vossos blogs nem ter publicado os vossos.
Apesar de estar a ponderar seriamente migrar este Blog para outro suporte ainda tenho esperança que esta situação seja resolvida.
Assim peço a todos que enviem os vossos e-mails de reclamação para o endereço supra referido como forma de pressão e de alerta para os responsáveis por este serviço.
Obrigado,
JAC
Jardim do Cemitério do Alto das Cruzes - Luanda - Angola
Fonte: http://www.sanzalangola.com/
Meus versos são meu sonho dado
Fernando Pessoa
Este blog ultrapassou os 1000 visitantes e os 179 comentários.
Agradeço a paciência de todos vocês que, de alguma forma, se disponibilizaram a partilhar um pouco do vosso tempo comigo neste Local Imperfeito.
Espero continuar a ser presenteado com os vossos comentários pois são sempre momentos de escuta fundamentais e mantenho o meu compromisso de responder a todos.
Um abraço amigo,
JAC
Baía de Luanda - Angola
Fonte: http://www.sanzalangola.com/
Pela morte vivemos, porque só somos hoje, porque
morremos para ontem.
Pela morte esperamos, porque só poderemos crer em
amanhã, pela confiança da morte de hoje.
Tudo o que temos é a "Morte", tudo o que queremos é a
morte, é morte tudo o que desejamos querer...
Fernando Pessoa
Banco Nacional de Angola - Luanda - Angola
Fonte: http://www.sanzalangola.com/
“Como nuvens pelo céu”
Como nuvens pelo céu
Passam por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.
São coisas no alto que são
Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.
Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transforma?
Que coisa inútil me dói?
Fernando Pessoa 17-06-1932
JAC 2000
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Igreja da Sagrada Familia - Luanda - Angola
JAC 2000
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Ruas de Luanda - Angola
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Ruas de Luanda - Angola
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Luanda - Angola
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Luanda - Angola
JAC 2000
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Luanda - Angola
JAC 2000
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Museu da Escravatura - Angola
(Nota: No meio duma fabulosa praia... posso afirmar pois já por lá andei!)
Fonte: http://www.sanzalangola.com/
Mussulo - Angola
Fonte: http://www.sanzalangola.com/
Ronda pelos blogs (http://alternancia.blogs.sapo.pt/)
O estado da ilusão e o estado das palavras no Local Imperfeito.
O autor começa por questionar: quem somos pobres imortais, quem somos afinal?, a questão eternamente inerente à condição humana.
No seu blog, JAC, junta as palavras e as imagens, da sua autoria, para tentar chegar um pouco à resposta.
Um conteúdo que merecia um visual mais cuidado, mas isso não é razão para não o visitar... O talento não tem que estar em tudo.
Bom trabalho, JAC.
escrito por ramosjac às 02:46 PM | Comentar (0)
"Remar, remar
Mares convulsos, ressacas estranhas
Cruzam-te a alma de verde escuro
As ondas que te empurram
Aa vagas que te esmagam
Contra tudo lutas
Contra tudo falhas
Todas as tuas explosões
Redundam em silêncio
Nada me diz
Berras às bestas
Que re sufocam
Em braços viscosos
Cheios de pavor
Esse frio surdo
O frio que te envolve
Nasce na fonte
Na fonte da dor
Remar remar
Força a corrente
Aao mar, ao mar
Que mata a gente
letra: Tim
música: Xutos & Pontapés"
Saudade... inocente fé destruída pelo Tempo.
JAC 17/07/04
"O Homem do leme
Sozinho na noite
Um barco ruma, para onde vai?
Uma luz no escuro
Brilha a direito, ofusca as demais
E mais que uma onda, mais que uma maré
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé
Mas vogando á vontade, rompendo a saudade
Vai quem já nada teme, vai o homem do leme
E uma vontade de rir
Nasce no fundo do ser
E uma vontade de ir
Correr o mundo e partir
A vida é sempre a perder
No fundo do mar
Jazem os outros, os que lá ficaram
Em dias cinzentos
Descanso eterno lá encontraram
letra: Tim
música: Xutos & Pontapés"
Mais evoções... foi tão louco e belo... o Tempo.
JAC 17/07/04
"Quando eu morrer
Quando eu morrer
Não levarei flores pro meu buraco
Porque eu vou morrer
De cancro
E não se dão flores
A quem morre de cancro
Não há tempo
Ou então vou morrer
Cheio de radiação
Devido a um erro qualquer
Sem importância
Agressão nuclear
Bem planificada e perfeitamente justa
E se eu escapar
Com vida a tudo isto
Morrerei de fome
Comido por um bicho
E não levarei flores
Pr'meu buraco
letra: Tim
música: Xutos & Pontapés"
Evoção de recordações do Tempo do Sonho
JAC 17/07/04
Cristo, denso cristal de luz difusa
Fragmento da minha alma desnuda.
Escarlate, escorre por entre as veias
Pedaço disperso de loucas vãs ideias.
Cruel, embarco em noites de papel
Sou o actor enlaçado num favo de mel.
JAC 15/07/04
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Rascunho, finjo libertar-me nas palavras
Demasiado, carregado de compacto nada.
Omissão, mesmo sem elas algo trovejou
Punho, invoco quem não me amou.
JAC 13/07/04
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Vinho do Porto velho,
velho envelhecido.
Caves de pedra fria,
alma gelada.
Tu vives do outro lado,
do outro lado da vida.
Eu estou nesta margem,
negra melodia.
Distância cruzada no tempo,
do outro lado da alma.
Nesta praça pensem,
na cor da acalmia.
Vinho do Porto velho,
simplesmente envelhecido.
Caves de cor branca,
alma minha perdida.
JAC 22/9/93
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![]() | ÓBITO Morreu Maria de Lurdes Pintassilgo Maria de Lurdes Pintassilgo morreu, esta madrugada, vítima de paragem cardíaca. O corpo da antiga primeira-ministra vai estar em câmara-ardente, a partir das 16:00, na Basílica da Estrela. |
Conforme já expressei nos Blogs de alguns companheiros (as), assinalo aqui a perda desta imensa personagem da vida portuguesa. Pois, apesar de não partilhar alguns dos caminhos que honrosamente trilhou, são também meus muitos dos seus destinos.
Sente-me como se fosse apenas vento…
Aragem, um fim para o nosso lamento.
Agonia, entranhada cruz em mim,
Solta-se nas gotículas de cada lágrima.
Acaricio cada pétala do teu jasmim,
Dispo em ti esta minha dorida alma.
Ama-me neste nosso derradeiro momento…
Miragem, desértica poesia eu invento.
JAC 8
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Aguardo-te andorinha …
Chilreia estridente a vida.
Não por seres minha
Mas, apenas, por eu ser teu.
JAC 8
© JAC. All rights reserved. Proibida a cópia ou qualquer outra forma de reprodução, integral ou parcial, sem o prévio acordo do autor.
AUTOPSICOGRAFIA
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
Fernando Pessoa - 1/4/1931
Regressarei daqui a pouco…
Neste, esse instante louco,
Por entre o percurso solto…
Escuto-me em mim, o outro.
JAC
© JAC. All rights reserved. Proibida a cópia ou qualquer outra forma de reprodução, integral ou parcial, sem o prévio acordo do autor.
O poeta é como um louco,
que imagina o belo na sombra.
Os seus olhos vêem muito pouco,
mas a sua imaginação deslumbra.
No meio da penumbra chora,
onde a luz ofusca o pensamento.
E é nesse obscuro momento,
que ele cria a sua obra.
Ler os seus estranhos poemas,
é viajar na sua perdida alma.
Mas ele apenas procura a calma,
escondendo sempre o seu lema.
O poeta é como um louco,
que sonha no meio do escuro.
Não acordar amanhã e sentir o muro,
é morrer de medo, de te ter tão pouco.
Será o poeta assim tão louco?
JAC 22/11/93
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Victória Victória Victória Victória Victória Victória
Victória dos Portugueses...