julho 30, 2004

Notas sobre a História de Luanda - Angola

Segundo dados históricos «LU...» ...«UANDA», o nome que a capital de Angola ostenta, tem origem num instrumento de trabalho das regiões ribeirinhas e do litoral, a rede de pesca, que por sinal é utilizada pelos naturais ou residentes de Luanda, os «Axiluanda».


«Uanda», a palavra mãe, passou a ser usada com a inclusão do L inicial para exprimir rede de pesca, de tipóia... Lançadores de redes ou pescadores «Axiluanda», é assim que passaram a ser chamados os indígenas da Ilha do Cabo. Pois é na Ilha do Cabo que nasceu a cidade de Luanda, precisamente em 1575, quase um século depois de Diogo Cão ter descoberto e assinalado com os seus padrões toda a costa marítima de Angola.


Na Ilha de Luanda desembarcou Paulo Dias de Novais, primeiro governador e capitão-mor das conquistas do então Reino de Angola. Consigo desembarcaram outras 700 pessoas, metade das quais homens armados, padres, comerciantes ou mercadores e alguns servidores, que de seguida estabeleceram o primeiro núcleo de portugueses.


Nessa altura, já a ilha era habitada por muita gente. Um ano depois, ao reconhecer que a ilha não era cómoda para capital da conquista, funda, em terra livre, a vila de S. Paulo de Luanda e logo com a ajuda de gente angolana ergue a antiga igreja de S. Sebastião, no morro de S. Miguel. Em 1605 consolida o poder da conquista, tomando os foros da cidade, já com o governo de Manuel Cerveira Pereira.


A Câmara Municipal, no dizer de cronistas, deve ter tido início ao estabelecer-se a vila em terra firme.


Não há documentos precisos sobre a fundação da Câmara Municipal de S. Paulo de Luanda, mas sabe-se que Paulo Dias de Novais logo criou os cargos e ofícios necessários ao governo da nova colónia.


Fonte: http://africa.sapo.pt/

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O Estado da Ilusão

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O Estado do Mussulo

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Baía de Luanda - Angola - Fonte: http://www.sanzalangola.com/ 

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julho 29, 2004

Estado das Palavras

Ecoa guitarra, toca guitarra,

Chora guitarra pois há alma

Procuro-te no som da amada

Por entre cada nota libertada

 

Ecoa guitarra, toca guitarra,

Promessa de seres madrugada.

 

JAC 29/07/04

 

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Estado das Palavras

Despido, por entre um eterno nu sombrio


Dono da palavra, senhor de mil prosas


Dobrado, oculto, estéril, incoerente


Desminto o mito de poeta ao crente.


 


JAC 29/07/04


 


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O Estado da Ilusão

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O Estado do Mussulo

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Baía de Luanda - Angola - Fonte: http://www.sanzalangola.com/

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julho 28, 2004

Lema

Quando um homem olha o abismo

nada lhe retribui o olhar.

É nesse momento que ele descobre

o seu carácter.

E, é isso que o impede de cair no

abismo.

 

Nota: Transporto sempre comigo, desde tempos imemoráveis,

um pedaço de papel onde escrevi estas palavras, o meu Lema.

 

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O Estado da Ilusão

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O Estado do Mussulo

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Baía de Luanda - Angola - Fonte: http://www.sanzalangola.com/

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julho 27, 2004

Estado das Palavras

Suo, respiro, anseio no fosso do desespero


De alma vã, crua, atrozmente rasgada, tua.


Infortúnio, amargura, por uma noite suspiro,


Pelo recanto mítico, de sombras…e tu, nua.


 


JAC 27/07/04


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O Estado da Alma

Ser Poeta


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!


Florbela Espanca

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O Estado da Ilusão

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O Estado do Mussulo

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julho 26, 2004

O Estado da Ilusão

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O Estado do Mussulo

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Baía de Luanda - Angola


Fonte: http://www.sanzalangola.com/

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julho 24, 2004

Estado das Palavras

No olhar, perdi-me de vista,
no beijo mergulhei no mar,
no toque, senti-te molhada,
depois entrei e fui-te apenas amar.

Estranha sensação no tocar,
no desligar, no flutuar.
Viajar dentro de ti a procurar
o sentido de querer sonhar.

JAC - Jan 94


 


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O Estado da Ilusão

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O Estado do Mussulo

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Baía de Luanda - Angola


Fonte: http://www.sanzalangola.com/

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julho 23, 2004

Reedição do Local Imperfeito

Local Imperfeito

Quem sou eu pobre mortal,
Que desafio a vida,
Para uma luta mortal.

Sem medo luto até ao final,
Para não sofrer o mal.
Quem sou eu pobre mortal?
Quem sou eu afinal?...

JAC – 87

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Pf ver comentário em: http://pedevento2004.blogs.sapo.pt/

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O Estado da Saudade II - Carlos Paredes

 

GUITARRA
(Carlos Paredes)


A palavra por dentro da guitarra
a guitarra por dentro da palavra.
Ou talvez esta mão que se desgarra
(com garra com garra)
esta mão que nos busca e nos agarra
e nos rasga e nos lavra
com seu fio de mágoa e cimitarra.

Asa e navalha. E campo de Batalha.
E nau charrua e praça e rua.
(E também lua e também lua).
Pode ser fogo pode ser vento
(ou só lamento ou só lamento).

Esta mão de meseta
voltada para o mar
esta garra por dentro da tristeza.
Ei-la a voar ei-la a subir
ei-la a voltar de Alcácer Quibir.

Ó mão cigarra
mão cigana
guitarra guitarra
lusitana.

Poema de Manuel Alegre

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O Estado da Saudade - Carlos Paredes

A primeira vez que te escutei nem sabia quem eras… mais um nome. Depois, gravei para a eternidade da minha memória o som dos dedos afagando uma guitarra, a melodia, a música… mas confesso, o que realmente ficou foi o som do teu respirar entre cada nota.

 

JAC 23-07-04

O que diz  
 
  «As pessoas gostam de me ouvir tocar guitarra, a coisa agrada-lhes e eles aderem. Não há mais nada».

In Público, 20/3/90

«Para se fazer música com prazer tem muita importância a amizade entre as pessoas. Não se pode fazer música friamente e com cálculo, profissionalmente, no mau sentido da palavra, a receber x à hora. Não pode ser assim».

In Se7e, 16/3/88

«A música que faço é um produto das circunstâncias imediatas do tempo em que eu vivo, e passará a ser encarada de outra forma quando essas circunstâncias desaparecerem. É uma coisa que, se perdurar graças aos discos, ficará apenas com o valor de documento, como acontece com toda a pequena música, desde os Beatles ao Manuel Freire. E já ficarei muito orgulhoso se, daqui a muitos anos, puder ser entendido como um compositor que se integrava bem nos acontecimentos desta época...».

In Se7e, 5/10/83


«Já me tem sucedido fazer as pessoas chorar enquanto eu toco... E eu não compreendia isto, mas depois percebi que é a sonoridade da guitarra, mais do que a música que se toca ou como se toca, que emociona as pessoas».

Biografia  
 
  Carlos Paredes nasceu em Coimbra a 16 de Fevereiro de 1925, filho e neto respectivamente de Artur e Gonçalo Paredes, dois grandes nomes da guitarra portuguesa. A influência familiar leva-o a abarcar o estudo da guitarra portuguesa, como refere o instrumentista: “foi com o meu pai que eu aprendi a tirar da guitarra sons mais violentos, como reacção ao pieguismo langoroso a que geralmente a guitarra portuguesa estava ligada”. Viria a impor um novo estilo na interpretação da guitarra portuguesa, o que o viriam a tornar, senão num símbolo do próprio país, num símbolo deste instrumento.
Aos nove anos vai morar para Lisboa. Terminado o Liceu, ingressa no Instituto Superior Técnico, mas não chega a terminar o curso.
Em 1957, edita o seu primeiro disco e três anos depois a música é utilizada como banda sonora no filme “Rendas de Metais Preciosos” de Cândido da Costa Pinto.
Em 1962 compõe um dos seus mais belos temas, “Verdes Anos”, uma encomenda de Paulo Rocha para o filme com o mesmo nome.
Na década de sessenta, compõe para cineastas como Pierre Kast e Jacques Doniol-Valcroze, Jorge Brun do Canto, Manoel de Oliveira, António de Macedo, José Fonseca e Costa, Manuel Guimarães e Augusto Cabrita.
Em 1967, edita “Guitarra Portuguesa”, o seu primeiro disco de 33 rotações com Fernando Alvim à viola.
Quatro anos depois é a vez de “Movimento Perpétuo”.
Entregando-se à revolução de 1974, tocando em diversos pontos do país, só em 1988 volta a editar um disco: “Espelho de Sons”.
Trabalhou toda a vida como funcionário do Ministério da Saúde.

Fonte: http://ptvip.com/notaveis/carlosparedes/

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julho 22, 2004

Sapo - sem comentários!!!

Meus caros amigos,

 

O dia de hoje, previsto para a celebração do 1000º visitante, está definitivamente manchado pelo facto de não serem publicados os nossos comentários (apesar de serem recebidos por e-mail).

 

Lamentavelmente, pois já enviei 2 e-mails para o endereço de suporte info.blogs@mail.sapo.pt sem obter qualquer resposta, não me é possível comentar os vossos blogs nem ter publicado os vossos.

 

Apesar de estar a ponderar seriamente migrar este Blog para outro suporte ainda tenho esperança que esta situação seja resolvida.

 

Assim peço a todos que enviem os vossos e-mails de reclamação para o endereço supra referido como forma de pressão e de alerta para os responsáveis por este serviço.

 

Obrigado,

 

JAC

Posted by jac_blog at 06:55 PM | Comentários: (13)

O Estado da Ilusão

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Posted by jac_blog at 10:28 AM | Comentários: (4)

O Estado do Mussulo

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Jardim do Cemitério do Alto das Cruzes - Luanda - Angola


Fonte: http://www.sanzalangola.com/

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O Estado da Alma

Meus versos são meu sonho dado

Fernando Pessoa

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Nota sobre o Local Imperfeito

Este blog ultrapassou os 1000 visitantes e os 179 comentários.

 

Agradeço a paciência de todos vocês que, de alguma forma, se disponibilizaram  a partilhar um pouco do vosso tempo comigo neste Local Imperfeito.

 

Espero continuar a ser presenteado com os vossos comentários pois são sempre momentos de escuta fundamentais e mantenho o meu compromisso de responder a todos.

 

Um abraço amigo,

 

JAC

Posted by jac_blog at 10:15 AM | Comentários: (0)

julho 21, 2004

O Estado da Ilusão

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Posted by jac_blog at 11:32 AM | Comentários: (1)

O Estado do Mussulo

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Baía de Luanda - Angola

Fonte: http://www.sanzalangola.com/

Posted by jac_blog at 11:30 AM | Comentários: (2)

O Estado da Alma

Pela morte vivemos, porque só somos hoje, porque
morremos para ontem.
Pela morte esperamos, porque só poderemos crer em
amanhã, pela confiança da morte de hoje.
Tudo o que temos é a "Morte", tudo o que queremos é a
morte, é morte tudo o que desejamos querer...

Fernando Pessoa

Posted by jac_blog at 11:26 AM | Comentários: (1)

julho 20, 2004

O Estado da Ilusão

PC_01_Parque_da_Cidade_11112000.jpg
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O Estado do Mussulo

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Banco Nacional de Angola - Luanda - Angola

Fonte: http://www.sanzalangola.com/

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Estado da Alma

“Como nuvens pelo céu” 

 

Como nuvens pelo céu  
Passam por mim. 
Nenhum dos sonhos é meu  
Embora eu os sonhe assim. 

 

São coisas no alto que são 
Enquanto a vista as conhece, 
Depois são sombras que vão 
Pelo campo que arrefece. 

 

Símbolos? Sonhos? Quem torna 
Meu coração ao que foi? 
Que dor de mim me transforma? 
Que coisa inútil me dói? 

Fernando Pessoa 17-06-1932

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julho 19, 2004

O Estado da Ilusão

Foz_Jardim_AvdoBrasil_04112000_1_HDLeme.jpg


JAC 2000


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Estado do Mussolo III

SagradaFamilia_Luanda_140800_1.jpg


Igreja da Sagrada Familia - Luanda - Angola


JAC 2000


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Estado do Mussolo II

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Ruas de Luanda - Angola

JAC 2000

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Estado do Mussulo

Varanda_FB_090800_2.jpg

Ruas de Luanda - Angola

JAC 2000

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julho 18, 2004

Estado do Mussulo V

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Luanda - Angola

JAC 2000

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Estado do Mussulo IV

Miramar_Comboio_120800_1.jpg

Luanda - Angola

JAC 2000

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Estado do Mussulo III

Baia_Luanda_140800_1.jpg

Luanda - Angola

JAC 2000

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Estado do Mussulo II

morro_da_cruz_luanda_Sarangua.jpg

Museu da Escravatura - Angola

(Nota: No meio duma fabulosa praia... posso afirmar pois já por lá andei!)

Fonte: http://www.sanzalangola.com/

Posted by jac_blog at 09:54 PM | Comentários: (1)

Estado do Mussulo

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Mussulo - Angola

Fonte: http://www.sanzalangola.com/

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O Estado da Ilusão

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Comentário publicado no Blog Alternancia

Ronda pelos blogs (http://alternancia.blogs.sapo.pt/)

O estado da ilusão e o estado das palavras no Local Imperfeito.

O autor começa por questionar: quem somos pobres imortais, quem somos afinal?, a questão eternamente inerente à condição humana.

No seu blog, JAC, junta as palavras e as imagens, da sua autoria, para tentar chegar um pouco à resposta.

Um conteúdo que merecia um visual mais cuidado, mas isso não é razão para não o visitar... O talento não tem que estar em tudo.

Bom trabalho, JAC.

 escrito por ramosjac às 02:46 PM | Comentar (0)

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julho 17, 2004

O Estado da Ilusão

PC_08_Parque_da_Cidade_11112000.jpg

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Estado da Alma III

"Remar, remar

Mares convulsos, ressacas estranhas
Cruzam-te a alma de verde escuro
As ondas que te empurram
Aa vagas que te esmagam
Contra tudo lutas
Contra tudo falhas

Todas as tuas explosões
Redundam em silêncio
Nada me diz

Berras às bestas
Que re sufocam
Em braços viscosos
Cheios de pavor
Esse frio surdo
O frio que te envolve
Nasce na fonte
Na fonte da dor

Remar remar
Força a corrente
Aao mar, ao mar
Que mata a gente


letra: Tim
música: Xutos & Pontapés"


Saudade... inocente fé destruída pelo Tempo.


JAC 17/07/04

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Estado da Alma II

"O Homem do leme

Sozinho na noite
Um barco ruma, para onde vai?
Uma luz no escuro
Brilha a direito, ofusca as demais

E mais que uma onda, mais que uma maré
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé
Mas vogando á vontade, rompendo a saudade
Vai quem já nada teme, vai o homem do leme

E uma vontade de rir
Nasce no fundo do ser
E uma vontade de ir
Correr o mundo e partir
A vida é sempre a perder

No fundo do mar
Jazem os outros, os que lá ficaram
Em dias cinzentos
Descanso eterno lá encontraram


letra: Tim
música: Xutos & Pontapés"


Mais evoções... foi tão louco e belo... o Tempo.


JAC 17/07/04

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Estado da Alma

"Quando eu morrer

Quando eu morrer
Não levarei flores pro meu buraco
Porque eu vou morrer
De cancro
E não se dão flores
A quem morre de cancro
Não há tempo
Ou então vou morrer
Cheio de radiação
Devido a um erro qualquer
Sem importância
Agressão nuclear
Bem planificada e perfeitamente justa
E se eu escapar
Com vida a tudo isto
Morrerei de fome
Comido por um bicho
E não levarei flores
Pr'meu buraco

letra: Tim
música: Xutos & Pontapés"

Evoção de recordações do Tempo do Sonho

JAC 17/07/04

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julho 16, 2004

O Estado da Ilusão

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julho 15, 2004

Estado das Palavras

Cristo, denso cristal de luz difusa

Fragmento da minha alma desnuda.

Escarlate, escorre por entre as veias

Pedaço disperso de loucas vãs ideias.

Cruel, embarco em noites de papel

Sou o actor enlaçado num favo de mel.

 

JAC 15/07/04

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O Estado da Ilusão

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julho 14, 2004

O Estado da Ilusão

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julho 13, 2004

Estado das Palavras

Rascunho, finjo libertar-me nas palavras

Demasiado, carregado de compacto nada.

Omissão, mesmo sem elas algo trovejou

Punho, invoco quem não me amou.

 

JAC 13/07/04

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Posted by jac_blog at 08:38 PM | Comentários: (7)

O Estado da Ilusão

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julho 12, 2004

O Estado da Ilusão

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Posted by jac_blog at 12:09 AM | Comentários: (10)

Estado das Palavras

Vinho do Porto velho,
velho envelhecido.
Caves de pedra fria,
alma gelada.

Tu vives do outro lado,
do outro lado da vida.
Eu estou nesta margem,
negra melodia.

Distância cruzada no tempo,
do outro lado da alma.
Nesta praça pensem,
na cor da acalmia.

Vinho do Porto velho,
simplesmente envelhecido.
Caves de cor branca,
alma minha perdida.

JAC 22/9/93

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julho 11, 2004

Estado de Homenagem






Maria de Lurdes Pintassilgo. Foto©DN. ÓBITO
Morreu Maria de Lurdes Pintassilgo

Maria de Lurdes Pintassilgo morreu, esta madrugada, vítima de paragem cardíaca. O corpo da antiga primeira-ministra vai estar em câmara-ardente, a partir das 16:00, na Basílica da Estrela.







Conforme já expressei nos Blogs de alguns companheiros (as), assinalo aqui a perda desta imensa personagem da vida portuguesa. Pois, apesar de não partilhar alguns dos caminhos que honrosamente trilhou, são também meus muitos dos seus destinos.  

Posted by jac_blog at 01:59 AM | Comentários: (5)

O Estado da Ilusão

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julho 09, 2004

O Estado da Ilusão

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julho 08, 2004

Estado das Palavras II

Sente-me como se fosse apenas vento…

Aragem, um fim para o nosso lamento.

 

Agonia, entranhada cruz em mim,

Solta-se nas gotículas de cada lágrima.

Acaricio cada pétala do teu jasmim,

Dispo em ti esta minha dorida alma.

 

Ama-me neste nosso derradeiro momento…

Miragem, desértica poesia eu invento.

 

JAC 8/07/04

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Posted by jac_blog at 09:27 PM | Comentários: (9)

Estado das Palavras

Aguardo-te andorinha …

Chilreia estridente a vida.

Não por seres minha

Mas, apenas, por eu ser teu.

 

JAC 8/07/04

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Posted by jac_blog at 01:32 PM | Comentários: (5)

Estado da Alma

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

Fernando Pessoa - 1/4/1931

Posted by jac_blog at 10:47 AM | Comentários: (4)

O Estado da Ilusão

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julho 06, 2004

Estado das Palavras II

Regressarei daqui a pouco…

Neste, esse instante louco,

Por entre o percurso solto…

Escuto-me em mim, o outro.

 

JAC 6/07/04

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O Estado da Ilusão I

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Estado da Alma I

Cancioneiro

Dá a surpresa de ser.
É alta, de um louro escuro.
Faz bem só pensar em ver
Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem
(Se ela estivesse deitada)
Dois montinhos que amanhecem
Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco
Assenta em palmo espalhado
Sobre a saliência do flanco
Do seu relêvo tapado.

Apetece como um barco.
Tem qualquer coisa de gomo.
Meu Deus, quando é que eu embarco?
Ó fome, quando é que eu como?

Fernando Pessoa
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Estado das Palavras I

O poeta é como um louco,
que imagina o belo na sombra.
Os seus olhos vêem muito pouco,
mas a sua imaginação deslumbra.

No meio da penumbra chora,
onde a luz ofusca o pensamento.
E é nesse obscuro momento,
que ele cria a sua obra.

Ler os seus estranhos poemas,
é viajar na sua perdida alma.
Mas ele apenas procura a calma,
escondendo sempre o seu lema.

O poeta é como um louco,
que sonha no meio do escuro.
Não acordar amanhã e sentir o muro,
é morrer de medo, de te ter tão pouco.

Será o poeta assim tão louco?

JAC 22/11/93

 

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julho 05, 2004

Estado do Olhar X

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Estado do Olhar IX

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Estado do Olhar VIII

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Estado do Olhar VII

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Estado do Olhar VI

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Estado do Olhar V

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Estado do Olhar IV

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Estado do Olhar III

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Estado do Olhar II

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Estado da Maré I

Victória  Victória Victória  Victória Victória  Victória 

Victória dos Portugueses...

Viva Portugal.

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Estado do Olhar I

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Estado da Alma I

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julho 01, 2004

O Estado da Ilusão I

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O Estado da Alma I

Victória

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